Em meio à crise, novo governador precisará retomar obras paradas em PE

Documentos de veículos também terão versão eletrônica
Radialista Edvaldo Morais morre aos 69 anos

Em meio à crise, novo governador precisará retomar obras paradas em PE

As eleições 2018 estão chegando, e entre os desafios do novo governante pernambucano eleito está tirar do papel orçamento para continuar obras paradas em todo o Estado. Além disso, será uma das funções do governador administrar uma crise econômica intensa que afeta todo o país.

Em relatório mais recente divulgado pelo Tribunal de Contas de Pernambuco foi revelado que, no Estado existem, ao todo, 1546 obras paralisadas. Os contratos somam em torno de R$ 6 bilhões. Desse total, R$ 1.900 bilhão já foram pagos às empresas que venceram as licitações. O dinheiro que saiu da conta não trouxe nenhum benefício para a população.

Entre as promessas inacabadas está um trânsito mais rápido na BR-101, com a construção do Arco Metropolitano, projeto pensado para ligar os municípios de Itapissuma e Porto de Suape, com 70 quilômetros de rodovia. Nada saiu do papel, mesmo estando em discussão há oito anos.

Nas cidades do interior, o problema é ainda mais grave, já que a população vive na contradição da necessidade de chuva, mas ao mesmo tempo com medo de perder tudo conquistado devido às enchentes. Dos sistemas integrados de barragens prometidas, apenas um foi concluído, o da barragem de Serro Azul.

Déficit 

De acordo com o TCE, o Governo de Pernambuco fechou 2017 com uma dívida de R$ 14,7 bilhões, referente a empréstimos feitos a bancos internacionais e nacionais. Além de um rombo de R$ 2,5 bilhões nas contas da previdência. O desemprego também é reflexo da crise econômica no Estado, já que atualmente contabiliza-se 723 mil pessoas sem um trabalho formal em Pernambuco.