Cadoca desiste de candidatura e não tentará mandato em 2018

Entenda o que pode acontecer hoje com Lula no TSE
Prefeito de Miracema é encontrado morto dentro de carro

Cadoca desiste de candidatura e não tentará mandato em 2018

Aos 78 anos, Carlos Eduardo Cadoca, ou simplesmente Cadoca, declarou nesta quinta-feira (30), que não mais disputará as eleições de 2018. Pela primeira vez, depois de 35 anos de mandatos consecutivos, o político filiado ao Partido Solidariedade não disputará nenhum cargo eletivo.

“Informei, há pouco, ao amigo Augusto Coutinho, presidente do Solidariedade, a decisão de não disputar este ano. Saio da eleição, sigo na política. Estaremos juntos na campanha para fortalecer o partido”, disse o ex-deputado que foi candidato a deputado federal por Pernambuco em 2014 pelo PCdoB e ficou na suplência com 41.226 votos.

“Mesmo tendo registrado a candidatura, dentro do prazo legal, e seguindo todos os trâmites através do Solidariedade (SD), meu partido, tomei a decisão de não concorrer. Saio apenas da eleição. Sigo firme na atividade política, com ou sem mandato. Vou me engajar na campanha para fortalecer o partido, apoiando a recondução do deputado Augusto Coutinho à Câmara Federal e a dos demais companheiros aos respectivos cargos”, afirmou em nota.

Veja a nota na íntegra:

Informei, há pouco, ao amigo Augusto Coutinho, presidente do Solidariedade, a decisão de não disputar este ano. Saio da eleição, sigo na política. Estaremos juntos na campanha para fortalecer o partido.

Pela primeira vez, depois de 35 anos de mandatos consecutivos, não disputarei nenhum cargo nas eleições 2018.
 
Mesmo tendo registrado a candidatura, dentro do prazo legal, e seguindo todos os trâmites através do Solidariedade (SD), meu partido, tomei a decisão de não concorrer.
 
Saio apenas da eleição. Sigo firme na atividade política, com ou sem mandato. Desde a época de estudante, na Faculdade de Direito do Recife, essa atividade sempre fez parte da minha vida e da minha história. 
Vou me engajar na campanha para fortalecer o partido, apoiando a recondução do deputado Augusto Coutinho à Câmara Federal e a dos demais companheiros aos respectivos cargos.
 
Desisti de concorrer por motivos pragmáticos. A Reforma Política, pela metade, que foi feita cheia de remendos, é nociva e limita a competitividade.
 
Já houve alguns avanços, mas não o suficiente para eliminar, de uma vez por todas, vícios e reduzir custos em patamares aceitáveis. 
No tempo em que estive no mandato de deputado federal, de 1999 a 2018, fui um defensor de uma transformação ampla no sistema político brasileiro, que considero exaurido e carente de uma ampla reestruturação.
 
Defendi e defendo o financiamento público exclusivo e o voto em lista flexível, o que permite, sem nenhuma dúvida, o fortalecimento dos partidos, na minha opinião  um grande instrumento da política.
 
Mais uma vez, entretanto, o pragmatismo que impera no Congresso não possibilitou que tais propostas avançassem.
Infelizmente, não vejo para um futuro próximo perspectivas de mudanças efetivas, viabilizando a inovação necessária. Mas esse tema precisa ser enfrentado. É urgente!
 
Agradeço a todos os pernambucanos que me prestigiaram ao longo dos anos com o voto e a confiança. Vamos continuar nos encontrando, conversando, trocando ideias e contribuindo para mudar o Brasil.   
Precisamos, afinal de contas, estar mais unidos do que nunca – pela importância crucial que se reveste as eleições deste ano.  
O voto é um instrumento importantíssimo da democracia. Por mais decepções que o País tenha tido – em meio a uma onda de escândalos sem precedentes – não podemos nem devemos abrir mão dele.
É fundamental votar consciente, sendo cuidadoso na escolha de seus representantes. A tecnologia é uma aliada importantíssima para pesquisar a vida dos candidatos, saber o que pensam e o que defendem. A gente não pode, de forma alguma, abrir mão de um direito tão precioso.  Vamos votar!!