Ativista que venceu Nobel da Paz diz que vai indicar Lula para o prêmio

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Ativista que venceu Nobel da Paz diz que vai indicar Lula para o prêmio

Ganhador do Nobel da Paz em 1980, Adolfo Pérez Esquivel revelou que vai indicar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a próxima edição do prêmio. Os dois se encontraram no instituto que leva o nome do petista, em São Paulo, e posaram juntos para fotos.

Esquivel explicou que decidiu indicar Lula no Comitê Nobel da Noruega porque a chegada do petista à presidência “marcou um antes e um depois para o Brasil” e tornou o ex-líder sindical “uma referência internacional da luta contra a pobreza”. O argentino citou que as políticas do ex-presidente tiraram 30 milhões de pessoas da miséria. “Um país inteiro”, avaliou o ativista, que atribuiu ao petista a diminuição da desigualdade.

“Vou propor (o nome de) Lula da Silva para o Prêmio Nobel da Paz”, anunciou nas redes sociais.

Segundo o argentino, o encontro serviu para que ele pudesse demonstrar “seu apoio frente à campanha judicial que pretende evitar que seja candidato presidencial em 2018”.

Em janeiro, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) manteve a condenação do petista no caso do triplex do Guarujá e aumentou a pena para 12 anos e um mês de prisão. Na visão do ativista, tratou-se de um “julgamento violatório do direito ao devido processo”.

O site do ganhador do Nobel da Paz reporta que Lula agradeceu a visita e alertou para “os graves retrocessos democráticos” e para a volta de “muita gente” à pobreza com a saída do PT do poder. O argentino fez coro ao discurso do golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff, destituída em 2016 pelo Congresso, e destacou que defender a candidatura do líder petista “é defender a volta da democracia brasileira”.

Apenas algumas personalidades estão habilitadas a propor nomes para o Nobel — entre as quais parlamentares, ministros, ex-premiados e alguns professores de universidade. Arquiteto, escultor e ativista de direitos humanos, Pérez Esquivel ganhou o prêmio de 1980 ao coordenar a fundação Serviço Paz e Justiça na América Latina. A entidade defendia os direitos humanos e propunha a não-violência no enfrentamento dos abusos das ditaduras do continente. Uma das grandes vozes do movimento pacifista na região, ele acabou preso por questões políticas entre 1977 e 1979.