Aprovação a Luciano Huck cresce 17 pontos, afirma pesquisa Estadão-Ipsos

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Aprovação a Luciano Huck cresce 17 pontos, afirma pesquisa Estadão-Ipsos

O apresentador de televisão Luciano Huck, cujo nome tem circulado como possível
candidato à Presidência da República, teve melhora significativa de imagem nos
últimos dois meses. Segundo a pesquisa Barômetro Político Estadão-Ipsos, a
aprovação ao nome de Huck apresentou um salto de 17 pontos porcentuais desde
setembro, passando de 43% para 60%. Já a desaprovação caiu de 40% para 32% no
mesmo período.

Com isso, Huck passou a ser a personalidade com a melhor avaliação entre as
apresentadas pelo Ipsos aos entrevistados. Todos os demais 22 nomes do Barômetro
Político deste mês, porém, são do mundo político ou do Poder Judiciário, mais sujeitos
ao desgaste do noticiário.

A pesquisa Ipsos não é de intenção de voto. O que os pesquisadores dizem aos
entrevistados é o seguinte: “Agora vou ler o nome de alguns políticos e gostaria de
saber se o (a) senhor (a) aprova ou desaprova a maneira como eles vêm atuando no
País”.

“Não me surpreende que Luciano Huck tenha melhorado em aprovação”, disse Danilo
Cersosimo, diretor do Ipsos. “Esse salto tem muito a ver com o fato de seu nome ter
sido cogitado como candidato e de ele próprio ter dado indícios de que gostaria de
concorrer. Mas o ponto é se isso vai se converter em votos. Se a eleição fosse hoje, ele
teria um desempenho razoável mas não esse cacife todo.”

Para Cersosimo, por mais que Huck seja simpático para uma parcela considerável da
opinião pública, seus indicadores de aprovação não diferem muito dos de outras
celebridades televisivas. “As pessoas estão avaliando um Luciano Huck que aparece
há 15 ou 20 anos na televisão”, observou o diretor do Ipsos. “Ele não tem a imagem
desgastada por embates políticos, ainda não foi testado em um debate, por exemplo.”

Evolução

Entre os presidenciáveis, o primeiro a aparecer no ranking de aprovação do Barômetro
Político, depois de Huck, é Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 43% de avaliação
positiva e 56% de negativa. As taxas do ex-presidente estão em tendência de melhora
paulatina desde junho. A eventual candidatura de Lula, porém, depende da Justiça –
uma condenação em segunda instância pode inviabilizar legalmente sua participação
na campanha.

Em empate técnico com Lula está o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal
Joaquim Barbosa, que foi convidado pelo PSB a disputar a Presidência, embora nunca
tenha manifestado em público essa intenção. Barbosa tem 42% de aprovação.

Marina Silva (Rede) apresentou oscilação de 36% para 35% em sua avaliação positiva
nos últimos dois meses. A desaprovação subiu de 51% para 56%.

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), voltou a perder apoio na opinião pública:
sua avaliação negativa subiu de 56% para 63%. A taxa de aprovação ao governador
Geraldo Alckmin (PSDB) oscilou de 22% para 24%.

O juiz Sérgio Moro, titular da 13ª Vara Federal de Curitiba e conhecido por sua atuação
no julgamento de acusados da Operação Lava Jato, foi aprovado por 50% dos
entrevistados neste mês.