Acidentes causaram a morte de 87 pessoas nos últimos quatro dias, segundo balanço da PRF; números são abaixo do registrado no Carnaval de 2017

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Acidentes causaram a morte de 87 pessoas nos últimos quatro dias, segundo balanço da PRF; números são abaixo do registrado no Carnaval de 2017

As rodovias federais foram palco de 249 acidentes graves durante o período do feriado de Carnaval,
entre a última sexta-feira (9) e essa terça-feira (13). Segundo balanço divulgado nesta Quarta-feira de
Cinzas (14) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), 87 pessoas morreram nos últimos quatro dias nas
estradas monitoradas pelo órgão.

Os números são menores que os registrados no Carnaval do ano passado, quando houve
309 acidentes graves e 131 mortes no mesmo período.

O balanço final da Operação Carnaval da PRF será divulgado somente nesta quinta-feira (15), pois o
esquema diferenciado de atuação da corporação continua em vigor até a meia-noite de hoje. O
esquema conta com o reforço de policiamento em trechos e horários considerados críticos nas
rodovias federais, aqueles que registram maior incidência de acidentes e de flagrantes de condutas
irregulares.

Segundo o balanço parcial da PRF, as equipes de fiscalização abordaram um total de 144 mil veículos
até às 0h dessa terça-feira (13) para verificar condutas irregulares. As principais são ultrapassagens
irregulares, excesso de velocidade, mistura de álcool e direção, e a falta de equipamentos de
segurança.

Número de motoristas autuados por beber ao volante caiu

Foram autuados 1.497 motoristas por embriaguez ao volante, número 22% menor do que no mesmo
período do ano passado, quando foram flagrados 1.914 motoristas embriagados até a terça-feira de
Carnaval.

“Outro comportamento perigoso para os que estão nas rodovias e que ainda persiste é a
ultrapassagem irregular, quer seja em locais proibidos ou em situações que não há possibilidades de
ultrapassagem segura”, informou a PRF, em nota.

Até meia-noite de ontem foram registradas 8.109 autuações por ultrapassagens irregulares, número
17% menor do que ano passado, “mas que ainda mostra uma frequência muito grande de um
comportamento que pode definir a ocorrência de um dos acidentes mais letais, que é a colisão
frontal”, ponderou a PRF na mesma nota.