Análise: Convenção das Bruxas (2020) é um filme que patina nas suas pretensões

Remake de um filme clássico do gênero fantasia, Convenção das Bruxas chegou nos cinemas durante este mês de novembro. O podcaster manauara Carlos Prass comenta suas impressões da nova versão; confira:

Parece que as bruxas dos Remakes estão soltas e dessa vez veio através de uma convenção.
Seguindo a lógica dos 30 anos, a Warner Bros. resolveu repaginar um de seus clássicos dos anos 90: ‘A CONVENÇÃO DAS BRUXAS’ e para dirigir esse rojão, chamaram o premiado diretor Robert Zemeckis (FORREST GUMP).

Movida por toda tecnologia, a saga do jovem conhecido como “O Garoto” (Jahzir Kadeem) e sua avó (Octavia Spencer) se cruza ao de um grupo de bruxas que odeiam crianças e planejam uma convenção com interesses malignos encabeçados pela Grande Bruxa (Anne Hathaway).

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Com grandes nomes no roteiro como Guilhermo del Toro (A FORMA DA ÁGUA) e Kenya Barris (BLACK-ISH), o filme traz importantes atualizações como o protagonista e sua avó serem negros, o que acaba servindo para alcançar importantes mensagens, mas no quesito estrutura não há muita diferença, pois por serem adaptação de ‘THE WITCHES’ de Roald Dahl, não tem muito o que inventar é fazer “o feijão com arroz” até para que não seja uma adaptação carregada de invenções mirabolantes; o que vimos é um filme que respeita muito bem essa questão a favor do fã.

Porém nem só de acertos vive o filme Convenção das Bruxas, uma das mais gritantes falhas são as ausências de efeitos críveis; poderia se supor: “ah, mas o filme é para crianças” – mas se tem a impressão que o filme é muito mais uma tentativa de mostrar para a nova geração esse título clássico do que resgatar os medrosos dos anos 90. Um dos acertos do filme original com Anjelica Huston, foram os efeitos que conseguiram marcar toda uma geração.

Eu até achei o inicio meio morno, lento e didático, parecia um filme do Nolan, mas me lembrei de que o filme não era pra minha faixa etária, o que permitia alguns toques bem característicos, mas o ritmo da trama não é uma constante, além de tentar suavizar os fatos que acontecem com o protagonista no final de sua jornada.

We are Venom! (Reprodução/YouTube)

Preciso comentar que Anne Hathaway consegue matar a responsabilidade no peito e com uma personagem totalmente caricata, isso não está no gibi. Ela consegue dar um “UP” em TODAS AS CENAS juntamente com Octavia Spencer, que parece desfilar elegantemente com sua personagem fazendo as interações entre ambas serem grandes pontos altos. Por outro lado, o nervosismo de Jahzir Kadeem é perceptível, mesmo que em determinados momentos, inclusive na dublagem de seu personagem.

No nível técnico, todo mérito seja dado ao filme, o design de produção e os figurinos compensam com um belo visual multicolorido, tirando o espaço do sombrio para dar lugar ao fantástico. A escolha de Alan Silvestri para a composição sonora se mostra certeira, “o cara” não decepciona em nada e nunca erra!

Ficaram claras a intenção e os esforços da Warner, mas foi tudo feito meio sem um direcionamento, faltou um pouco mais de fantasia e menos razão, pois foi assim que o original nos marcou e ganhou nossos corações. Num momento de chuvas de remakes, não há nada de errado em fazer releituras, novas roupagens. Esse é mais um filme que cria algumas grandes expectativas durante sua trama, mas que não consegue concluir e fica marcado como um movimento cinematográfico desnecessário, deixando os fãs escaldados de mais um remake, palavra que acaba dando frio na espinha do fandome.

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PONTOS POSITIVOS:

 – Design de produção e os figurinos;

– Atuação de Anne Hathaway e Octavia Spencer;

– Tentativa de fazer crítica social.

PONTOS NEGATIVOS:

-Efeitos Visuais bem irregulares;

-Excessos de explicações didáticas;

– Falta de ritmo.

VEREDITO:

A tentativa falha em ser um remake marcante como o anterior, mostra que de boas intenções a HBO MAX estará cheia, e que tenham mais cuidado com a palavra “remake” para não gastar bons elencos e um premiado diretor em filmes sem necessidades.

NOTA FINAL – CONVENÇÃO DAS BRUXAS (2020): 6/10

Carlos Prass é Co-Fundador, podcaster e apresentador do Tambaqui Nerd.  Tem gostos peculiares por livros e nem tanto para filmes, e agora entra para o seleto grupo de colaboradores do Pop Notícias.

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