Um a cada três parlamentares no Congresso responde a processo no STF

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Um a cada três parlamentares no Congresso responde a processo no STF

Este ano, vamos às urnas eleger presidente da República, governadores, senadores, deputados federais
e deputados estaduais/ distritais. Isso significa uma potencial mudança no quadro de representantes
políticos que temos atualmente em ação.

No dia 20 de dezembro de 2017, o telejornal global “Bom Dia Brasil” divulgou uma reportagem com os
deputados ou senadores que respondem a processos no Supremo Tribunal Federal, o que nos dá uma
nova perspectiva a respeito de quem está no poder. O BOL separou oito fatos para detalhar melhor e
refletir antes das próximas eleições; confira:

1 Tipos de crimes
Pelo menos 172 parlamentares são investigados ou réus em processos no Supremo Tribunal
Federal, alguns, inclusive, respondendo por mais de um crime. Isso quer dizer que um a cada três
parlamentares no Congresso está na mira de investigações. Entre as razões para terem se
tornado alvos estão mau uso do dinheiro público ou ações do direito penal, como agressão ou
homicídio. Por causa do foro privilegiado, quem assume uma cadeira vê seu caso ir para o STF

2 Deputados
Dos 172 parlamentares respondendo processos, a maior parte corresponde a deputados. Ao todo,
são 142 dos 513 deputados, ou seja 28%, envolvidos em casos no Supremo Tribunal Federal

3 Senadores
Já entre os senadores, a porcentagem é ainda maior, uma vez que 30 dos 81 senadores, ou seja
37%, respondem a processos

4 Partidos
Os partidos se repetem entre os senadores e deputados envolvidos nos casos investigados pelo
STF, com diferenças em números. Entre os senadores, 8 pertencem ao PMDB, 7, ao PSDB, 5, ao
PT, 3, ao PP e 2 ao PSD. Entre os deputados, no entanto, o PP sai na frente com 22 investigados,
seguido pelo PT com 21, PSDB com 16, PMDB com 14 e PSD com 11

5 Estados
Nenhum escapa! De acordo com reportagem do “Bom Dia Brasil”, todos os Estados têm
parlamentares investigados ou réus no Supremo. Entre os deputados e os senadores,
especificamente, no entanto, a concentração aparece da seguinte forma: entre os deputados, 18
são de São Paulo, 16, da Bahia, 11, de Minas Gerais, 9, do Rio de Janeiro, 8, de Pernambuco e 8,
do Rio Grande do Sul. Já entre os senadores, 3 são de Alagoas, enquanto Acre, Amazonas,
Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rondônia possuem dois
investigados cada

6 As principais razões das investigações
Os casos, como já vimos, envolvem dinheiro, vantagens e até agressão a pessoas. Entre os
crimes que mais aparecem, o mais comum é corrupção passiva, que está presente em 122
investigações, sendo alguns parlamentares citados em mais de uma delas. Já a lavagem de
dinheiro é o segundo crime que mais aparece associado a senadores e deputados, com 79 casos
no STF. Em terceiro lugar, está o peculato, que consiste na apropriação ou desvio de dinheiro
público, com 60 casos

7 O mais visado
Como vimos, no Congresso, a cada três políticos, um responde a processo. Aliás, alguns têm o
nome envolvido em mais de um caso. No entanto, o deputado Roberto Góes (PDT-AP), ainda
consegue se destacar, sendo alvo de 13 investigações, réu em 10 processos, condenado em três
e mantendo-se um dos deputados mais faltosos no serviço

8 E ainda serão reeleitos?
A repulsa do eleitor pode ser o castigo daqueles que ainda não viram na justiça a resposta para
seus atos. Vale manter isso em mente para as eleições deste ano, pois enquanto nove senadores
ainda têm mais quatro anos de mandato, outros 21 e todos os deputados investigados, se
quiserem se manter no poder, precisarão se candidatar