Temer diz que fará reforma ministerial até dezembro e agradece Bruno Araújo

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Temer diz que fará reforma ministerial até dezembro e agradece Bruno Araújo

Em nota divulgada na noite de ontem segunda-feira (13), o presidente Michel Temer (PMDB) informou
ter recebido o pedido de demissão do ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE), entregue à
tarde, e disse que que vai dar início “agora” a uma reforma ministerial.

Segundo o comunicado, divulgado pela Secretaria Especial de Comunicação Social da
Presidência da República, as mudanças serão concluídas “até meados de dezembro”. O
presidente também agradeceu Araújo “pelos bons serviços prestados”. O tucano ficou um ano e
meio no comando do ministério.

O agora ex-ministro entregou uma carta de demissão momentos após solenidade da pasta para a
entrega das primeiras unidades do cartão-reforma no Palácio do Planalto. No início da mensagem,
ele cita que aceitou o cargo após decisão do PSDB e, mais adiante, agradece a “confiança” do
partido.

O tucano explicou, no entanto, que hoje a legenda não oferece o suporte necessário para que ele
continue no ministério. “Já não há mais nele apoio no tamanho que permita seguir nessa tarefa”,
justificou.

Desembarque do PSDB e disputa no “centrão”

A saída de Bruno Araújo acontece em meio à pressão pela saída do PSDB do governo e de
partidos do “centrão” por mais espaço na Esplanada. No final de semana, o presidente afastado
do partido, senador Aécio Neves (MG), confirmou o desembarque tucano. “Vamos sair do governo
pela porta da frente, da mesma forma que entramos”, disse o senador.

O chamado centrão abrange deputados federais de siglas como PP, PR, PSC, Pros, PTB, PSD,
PRB, Avante, PSL e Solidariedade, e que ajudaram a arquivar na Câmara a denúncia da PGR
(Procuradoria-Geral da República) contra o presidente e os ministros Moreira Franco (SecretariaGeral
da Presidência) e Eliseu Padilha (Casa Civil).

O Ministério das Cidades é uma das pastas mais cobiçadas por ter um dos maiores orçamentos da
Esplanada – cerca de R$ 20 bilhões –, grande quantidade de emendas e alto poder de impacto
social perante a população.

A corrida pela pasta aumenta também porque 2018 será um ano eleitoral, e as ações promovidas
por meio da pasta podem ajudar a eleger um candidato.

Mais cedo, em evento no Rio de Janeiro nesta segunda-feira ao lado de seis ministros e das
autoridades locais, Temer afirmou que “não há uma desintegração sequer” no ministério. Disse
ainda que o lema do governo é o “diálogo” e que “o Brasil quer paz”.

O PSDB comanda outros três ministérios: Direitos Humanos (Luislinda Valois), Relações
Exteriores (Aloysio Nunes Ferreira) e Secretaria de Governo (Antonio Imbassahy). A reportagem
do UOL tentou, sem sucesso, falar com os três.