PT ainda é o partido preferido do eleitor, diz Datafolha

Concurso oferece 63 vagas para a Compesa com salários de até R$ 6,7 mil
Ministros do STF admitem possibilidade de soltura e candidatura de Lula

PT ainda é o partido preferido do eleitor, diz Datafolha

Sao Bernado do Campo SP 07 04 2018 O ex presidente Luiz Inacio Lula da Silva no braço do povo depois da missa e discursos em frente ao sindicato dos metalurgicos no ABC Fotos: Ricardo Stuckert

A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 7 deste mês, pelos
crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá
(SP), não alterou a preferência do brasileiro por seu partido, o PT.

Segundo pesquisa Datafolha realizada de 11 a 13 de abril, 20% dos
entrevistados têm simpatia pelo partido —em janeiro, eram 19%. A margem
de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Os demais partidos registram índices bem menores. Em segundo lugar
aparece o MDB, citado por 4% dos entrevistados; depois vêm PSDB (3%) e
PDT e PSOL (1% cada um). As demais siglas não pontuaram.

Desde 1989 o Datafolha realiza esse modelo de pesquisa. O maior grupo de
entrevistados sempre declarou não ter preferência partidária. Nesta última
sondagem, 62% deram essa resposta —eram 64% em janeiro deste ano.
O PT é o partido preferido dos brasileiros desde 1999. Teve seu melhor
desempenho em março de 2013, quando foi mencionado por 29% dos
entrevistados.
Nos anos seguintes, com os escândalos de corrupção nos governos
petistas revelados pela Lava Jato, a simpatia pelo partido desabou.

O pior resultado nesse período veio em dezembro de 2016, após
o impeachment de Dilma Rousseff, quando o partido teve 9% das menções.

Ainda assim, foi a agremiação com mais simpatizantes (MDB e PSDB, em
segundo lugar, tinham 4% cada um).

Nesta pesquisa de 2016, os brasileiros sem preferência partidária chegaram a
75%, patamar mais alto de toda a série histórica do Datafolha.

A partir de 2017, o PT voltou a crescer, talvez num reflexo
da impopularidade do governo Michel Temer (MDB), e o número dos que se
declaram sem partido entrou em queda.

Na análise por variáveis socioeconômicas, observa-se que a preferência pelo
PT diminui conforme aumenta o grau de instrução e a renda familiar mensal
do entrevistado: 25% entre os menos instruídos ante 12% entre os mais
instruídos; 26% entre os mais pobres contra 11% entre os mais ricos.

Partido mais citado em todas as regiões do país, o PT registra índices mais
altos nas regiões Norte (27%) e Nordeste (32%) e mais baixos no Sul (15%) e
no Sudeste (15%) do país.

MDB e PSDB não alcançam 10% de menções em nenhuma região do país.

Após baixa com a queda de Dilma, em 2016, simpatia pelo PT voltou a crescer
e se mantém estável mesmo com a prisão de Lula