Palocci dribla o STF e delação focará apenas pessoas sem foro privilegiado

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Palocci dribla o STF e delação focará apenas pessoas sem foro privilegiado

Em 26 de abril de 2017 publiquei coluna em que Antonio Palocci procurava negociar delação com a Procuradoria-Geral da República. A PGR não aceitou termos de Palocci e ele negociou com a Polícia Federal. Ao fazê-lo, ele o faz na primeira instância.

A delação, portanto, será homologada pelo juiz federal Sergio Moro. Isso significa que para ser homologada por Moro, a delação não pode citar nenhuma pessoa com foro privilegiado. Significa que ele não vai citar nenhum governador, ministro, senador, deputado federal ou estadual.

O que se depreende é que ele fez delação premiada visando pessoas sem foro focando em Lula e Dilma, que já emitiu nota desqualificando o conteúdo delatado. Ele vai poupar pessoas com foro para driblar o STF, já que o tribunal ainda não decidiu se são válidas delações fechadas com a PF. Edson Fachin é o único voto contra as delações fechadas com a PF.

O drible de Palocci parece bastante consciente e planejado.

O jornal O Globo, que deu o furo de que Palocci fechou a delação, traz alguns detalhes dos depoimentos. Ele já teria feito fase de depoimentos e aprofunda coisas que já disse sobre os ex-presidentes. Disse ter planejado encontros para entrega de remessas mensais para pagamento de despesas de Lula.

Outras remessas foram feitas por intermédio de Branislav Kontic. Em pelo menos um ocasião disse que negociou no Planalto com Lula e Dilma sondas da Petrobras embutindo propina para campanha presidencial.

É uma delação que tem consistência, mas tem caráter de ser seletiva, o que pode ser um caminho para que a defesa dos petistas conteste sua validade.