Pais da Criança Morta no Cabo relata todo Ocorrido

Certidões de nascimento, casamento e óbito passarão por mudanças
EM NOTA, A PREFEITURA DO CABO DIZ LAMENTAR O OCORRIDO COM MARIA FERNANDA, QUE FALECEU ONTEM, DIA 20/11, NO HOSPITAL INFANTIL

Pais da Criança Morta no Cabo relata todo Ocorrido

Passo a informação correta do acontecido para que todos fiquem ciente e, para que fique bem claro como tudo aconteceu. Negligência médica? Omissão de socorro? Falta de preparo dos profissionais do Hospital Infantil do Cabo que atenderam ela? Erro médico? Falta de compaixão pelo próximo? Se sensibilizar pela dor dos familiares? Enfim, fica aqui uma interrogação do que realmente aconteceu (…).

De certo, é que uma explicação, uma palavra de conforto, nem isso tivemos no momento em que precisavamos, so tentativas de se livrar do acontecido. Ali (no Hospital Infantil) não existiu amor ao próximo, nem tão pouco amor a profissão escolhida para salvar vidas. Não sabemos o porquê fizeram isso com nossa princesinha, “Fernandinha”.

Maria Fernanda de 1 ano e 7 meses, que foi socorrida ontem a tardezinha para o Hospital Infantil do Cabo para fazer um RX, pois suspeitavam que ela “tava” engasgada com algo devido a tosse que ela estava do nada, e a falta de ar. Mas, ao chegar lá (no Hospital Infantil) e feito os procedimentos e após comprovação (com RX) constataram que a mesma não tinha engolido nada, pois seu RX deu mais que normal tanto do pulmão quanto da garganta, e foi analisado pelos médicos que afirmaram que ela estava com uma laringite (inflamação na garganta) que dificulta a passagem de ar.

Ela tava tossindo e cansadinha, então foi medicada com berotec e outros medicamentos para febre, não tendo melhoras significativas do cansaço por conta dessa dificuldade pra respirar bem. O médico decidiu passar a nebulização de 20 em 20 minutos com o Berotec, e a dose de Adrenalina injetável de hora em hora. Só que mandou cessar (parar) as doses de Adrenalina às 00:00 (meia noite). A menina estava cansada, porém, estava bem pois andava e corria pelo hospital, (temos provas). Só que o cansaço persistia como de forma totalmente “normal”, tendo em vista o problema relatado pelos médicos que ela estava com “Laringite”. Daí passado as 00:00 (meia noite), mudou o plantão dos médicos só que o médico anterior já havia relatado tudo no prontuário médico, então o médico do plantão seguinte perguntou se a menina ainda estava cansando e decidiu medicar ela novamente com e remédio injetável (adrenalina) e continuando também com a nebulização com o Berotec.

A menina (Fernanda) tomou a primeira dose com o médico de plantão após a meia noite e ficou do mesmo jeito, só que repito: mesmo cansada, corria e brincava pelo hospital falava e tudo mais (temos provas). Então deram a segunda dose às 03:00 da manhã, só que deram a adrenalina pura, uma dose mais forte, assim passado pelos médicos e teve melhora, mas repito, que a criança estava bem, andando, brincando e correndo pelo hospital (com provas), mas infelizmente às 05:00 da manhã este “infeliz” deste médico mandou dar uma nova dose de adrenalina injetável na nossa princesinha.

Minha gente, como pode um ser humano formado não analisar as consequências de uma medicação tão forte pra ser tomada assim constantemente, ainda mais numa bebezinha de 1 ano e 7 meses? Então assim que aplicaram essa dose, às 05:00 da manhã da segunda-feira, (foi questão de segundos ou minutos) a enfermeira aplicou na veia da princesa, daí a criança começou a ficar roxa e asfixiada e veio a falecer. Levaram a menina para uma “salinha” (totalmente sem condições de salvar uma vida) e não deixaram os pais ficar mais com ela. Um dava informação que a menina tava melhorando. Outro que o estado era grave. Outro que a menina tinha falecido. Minha gente, a menina já estava morta pois não foi atendida corretamente, genteeee… como pode um hospital infantil agir desse jeito, com profissionais totalmente despreparados? E o pior é não ter uma sala adequada para reanimar as crianças.

Para fazer os procedimentos corretos que ali cabia, já que foi administrado o medicamento errado na menina ou de forma errada, isso é revoltante!

Agora quem vai tirar nossa dor? Só Deus mesmo para nos confortar. Uma criança linda, cheia de saúde, muito saudável, sapeca esperta e que não voltará mais pra nossos braços. Um sofrimento que não tem fim.

Mais amor ao próximo por favor! Antes de cuidar de algum paciente, pensem como se fosse um parente seu, um filho seu que tá ali com uma pessoa que é para salvar vidas e não para tirar. Meu Pai, como tá difícil de suportar esse peso!

O sepultamento foi realizado hoje às 09:00hs da manhã, em Gaibu, no cemitério de Nazaré, tendo em vista que ontem não deu tempo de realizá-lo por conta das burocracias exigidas. Fizemos o B.O na delegacia do Cabo que mandou aguardar o IML no hospital. Quando voltamos no hospital, por “esperteza” deles fomos aconselhados pelos funcionários do mesmo a dar entrada no SVO, ao invés do IML (que era o órgão necessário naquele momento para investigar a morte de forma correta da menina), pois não foi uma morte natural e sim “provocada” pelo remédio administrado na bebê. Independente de ter acontecido por querer ou não e sim por um erro ou falta de preparo ou sei lá o que! Só Deus pra nos ajudar. Desabafou Andreza.