O respeito às opiniões diferentes

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O respeito às opiniões diferentes

Será que uma pessoa é má apenas porque é eleitora de Bolsonaro? Uma cidadã não presta porque defende as ideias de Lula da Silva? Um homem passa a ser ruim porque declara seu apoio a Geraldo Alkmin ou João Doria ou José Serra? Um cidadão, de conduta ilibada e exemplar, deve ser considerado do mal porque é simpatizante ou eleitor convicto do político A, B ou C?

Apesar de vivermos numa democracia (ainda que seja imatura ou jovem), é assim que certos brasileiros estão vendo os seus concidadãos, o que torna as relações entre as pessoas muitas vezes bem difícil. Em certos casos, amizades antigas até se desfazem por políticos que não nos merecem.

Com o crescimento ao acesso às redes sociais e aos veículos de comunicação, cada vez mais, os eleitores têm a oportunidade de se expressarem, revelarem suas opções políticas, o que deveria ser muito bom. Mas isso tudo acaba acirrando os ânimos em quem não sabe conviver com quem pensa diferente, e aí as coisas acabam descambando para discussões e desentendimentos. Uma pena.

Ninguém deveria julgar o outro simplesmente por suas opções políticas. Se vivemos numa democracia, onde os pensamentos e correntes políticas das mais diferentes colorações existem de forma legal, por que não se respeitar a opinião dos outros, por mais diferente que seja da nossa?

É lamentável, portanto,  que alguém defenda um político comprovadamente corrupto ou que tenha praticado qualquer tipo de crime que prejudique os outros. Mas cada um tem o seu livre direito de apoiar e defender quem quer que seja. E a nós cabe apenas respeitar as escolhas (mesmo que erradas) de cada eleitor, por mais estapafúrdias que nos pareçam ser.

Ou lidamos com essa questão de forma respeitosa ou descambamos para o fim da boa convivência com pessoas por quem,  a vida toda, aprendemos a gostar, respeitar, considerar por suas boas qualidades. Respeite também seus opositores políticos para poder exigir o respeito que suas convicções e opções políticas merecem. Caso contrário, a nossa frágil democracia continuará patinando ou vai mesmo por água abaixo.

Por Carlos Sinésio