Governo espera saída de até 13 ministros

Temer é o cabo eleitoral mais odiado do Brasil, diz Kátia Abreu
Cristiano Ronaldo no PSG? Jornal traz detalhes e valores da hipótese

Governo espera saída de até 13 ministros

Brasília - O presidente Michel Temer participa da cerimônia de divulgação do Plano de Negócios e Gestão 2018-2022 da Petrobras (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Os três pedidos de demissão de ministros em apenas 19 dias puxarão a fila das
demais baixas que o presidente Michel Temer (MDB) terá na equipe em função das
eleições de outubro. São esperadas entre 10 e 13 saídas – entre os 28 auxiliares – que
concorrerão a vagas para governos estaduais, Câmara, Senado e até mesmo para a
sucessão na Presidência da República (leia mais no quadro ao lado).

Pela lei eleitoral, os ministros devem deixar o cargo até 7 de abril, quando termina o
chamado prazo de desincompatibilização.

Temer, porém, quer antecipar a reforma ministerial para março e já avisou aos partidos
aliados: só indicará nomes de ministros dispostos a ficar até o fim do governo, em 31
de dezembro.

O primeiro a sair foi Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), desgastado na
relação com o Congresso, em 15 de dezembro. No Ano Novo, dois pedidos de
demissão: Ronaldo Nogueira (Trabalho) e Marcos Pereira (Indústria, Comércio Exterior
e Serviços), ambos alegando necessidade de dar prioridade à campanha.

Temer recebeu o compromisso da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) de que ficará até
o fim do governo e a nomeou ministra do Trabalho. A data da posse ainda não foi
marcada.

No Ministério da Indústria, o presidente ainda não avançou nas conversas e aguardará
indicações do PRB para o cargo, incluindo no pacote pedido de apoio à reforma da
Previdência.

Ontem, o ministro Ricardo Barros (Saúde) anunciou que deixará o cargo. “Vou sair para
disputar a eleição. Vou concorrer à eleição como deputado federal e fico no ministério
até a data que o presidente me solicitar”, declarou.