Escorpião: como prevenir e o que fazer em caso de acidente

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Escorpião: como prevenir e o que fazer em caso de acidente

A dor é intensa. É normal haver inchaço e vermelhidão ou formigamento no local da picada. Se esses sintomas vierem acompanhados de náuseas ou vômito, suor excessivo, agitação, tremores, salivação, aumento dos batimentos cardíacos e da pressão arterial, vá imediatamente ao hospital. Se possível, leve o animal agressor para identificação e uso do soro escorpiônico.

Saiba o que fazer em caso de acidentes com escorpião:

O que fazer:
•Limpar o local com água e sabão; •Procurar orientação médica imediata mais próxima do local da ocorrência do acidente (UBS,posto de saúde, hospital de referência); •Se for possível,capturar o animal e levá-lo.
O que não fazer:
•Não amarrar ou fazer torniquete; •Não aplicar nenhuma substância sobre o local; •Não fazer curativos que fechem o local; •Não cortar,perfurar ou queimar o local; •Não dar bebidas alcoólicas ao acidentado.
Os ataques com escorpiões são mais frequentes na temporada de início das chuvas e principalmente se o local tiver passado por dedetização. De acordo com Manual de Controles de Escorpiões do Ministério da Saúde, esses animais têm a capacidade de fechar seus estigmas pulmonares por longos períodos de tempo. Por isso, não morrem com o veneno pulverizado. No entanto, irritados com o inseticida, eles saem em busca de um novo abrigo e é nesse momento que ocorrem os ataques.
“Qualquer veneno mataria o escorpião, desde que atingisse diretamente o animal. Mas, no caso da pulverização, dificilmente isso ocorre”, explica o o biólogo da Diretoria de Vigilância Ambiental do DF (Dival), Israel Martins.

Como se prevenir?

O Ministério da Saúde não recomenda usar inseticidas. Para evitar acidentes, o ideal, segundo o documento que trata do tema, é evitar as condições que permitam que o animal seja atraído ou se abrigue perto da residência. Para isso, é preciso isolar vias de entrada, afastar fontes de alimento e permitir a presença de predadores, promovendo assim o manejo natural. Entre as dicas estão:

– não acumular lixo orgânico, entulhos e materiais de construção;

– vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros e rodapés;

– utilizar telas, vedantes ou sacos de areia em portas, janelas e ralos;

– manter limpos os locais próximos das residências, jardins, quintais, paióis e celeiros;

– combater a proliferação de insetos, principalmente baratas e cupins;

– preservar predadores naturais como seriemas, corujas, sapos, lagartixas e galinhas;

– limpar terrenos baldios pelo menos na faixa de um a dois metros junto ao muro ou cercas;

– usar calçados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem;

– examinar calçados e roupas pessoais, de cama e banho, antes de usá-las.

*Colaboraram Noelle Oliveira e Luanda Lima