Em discurso de comemoração de dois anos de governo, Temer afirma que salvou a Petrobras

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Em discurso de comemoração de dois anos de governo, Temer afirma que salvou a Petrobras

O presidente Michel Temer participou, nesta terça-feira, da cerimônia de comemoração ao aniversário de dois anos do governo. A marca foi atingida no sábado, dia 12 de maio, e celebrada ontem com um discurso no Palácio do Planalto.

Acompanhado de ministros e ex-ministros, Temer enumerou dados positivos da economia e voltou a dizer que tirou o país da maior recessão da história. Temer disse que “salvou a Petrobras”. O presidente também comemorou a aprovação da reforma trabalhista.

Temer também ressaltou que foi o governo dele que conseguiu tirar o país do vermelho. O tom do discurso foi basicamente esse durante 1 hora, período em que ele ressaltou o que chamou de avanço em várias áreas, principalmente a econômica.

Praticamente todos os ministros estiveram presentes, alguns ex-ministros mais ligados ao governo, mas a ausência mais sentida foi a dos presidentes da Câmara e Senado e das lideranças da base, apesar do presidente ter ressaltado que tudo só foi possível por conta do apoio do Congresso nacional.

Já dando praticamente como certo que não será candidato no fim do ano, o presidente defendeu que após as eleições, as diferenças sejam postas de lado e seja feita uma discussão para tentar avançar na aprovação das reformas. Temer avalia, inclusive, que é possível ainda votar a reforma da previdência por exemplo.Isso, apesar do ministro chefe da casa civil, Eliseu Padilha, já ter sinalizado que isso vai depender de acordo com o novo presidente eleito.

Durante o balanço de ontem o presidente sequer citou as ações de combate à corrupção ou operação Lava Jato. De ações da Polícia Federal o governo citou apenas o aumento na apreensão de drogas.

Coincidentemente, ontem a Polícia federal pediu mais 60 dias para concluir o inquérito que investiga o Presidente, e os ministros da casa civil, Eliseu Padilha e de Minas e Energia, Moreira Franco, por suposto pagamento de propina pela Odebrecht à secretaria nacional de aviação civil, que foi comandada pelo antigo PMDB.

A solicitação da Polícia Federal foi encaminhada ao ministro do supremo tribunal federal. Edson Fachin que deverá ouvir o ministério público antes de decidir sobre a questão. A denúncia é de que teria sido combinado, durante jantar no Palácio do Jaburu, em 2014, o repasse de 10 milhões de reais para o partido. O Presidente Michel Temer já teria confirmado o encontro, mas garante que não se falou em valores.